Explicando o estilo
O duro e o rígido conduzem para a morte.
O flexível e o delicado conduzem para a vida.
- Máxima Taoísta.
Para melhor compreender o processo de aprendizagem do estilo Wing Chun, basta imaginar alguém aprendendo uma nova língua; a língua portuguesa, por exemplo. Poderíamos dizer, então, que nas formas (Kuen Zeoi) Siu Nim Tau, Zam Kiu e Biu Zi contém princípios e normas essenciais para se chegar à compreensão do estilo.
O Siu Nim Tau representa o abecedário do estilo. Com o conhecimento das letras que compõem o abc, a seqüência dos traços etc., o aluno passará para a próxima etapa, que é o Zam Kiu, representando os vocábulos. Com o conhecimento do abc o aluno formará palavras diversas, ampliando assim, seus horizontes a respeito do wing chun. Mas o aluno precisa formar frases, sentenças, e então surge a necessidade de se aprender a terceira forma denominada de Biu Zi.
Frases, vocábulos e abc, sozinhos, não servem pra nada. É aí que entra a prática do Zi Sau (exercício de sensibilidade, braços colados), elemento de ligação entre o abc, os vocábulos e as frases. Com conhecimento advindo da prática do Lap Sau o praticante torna-se apto a redigir com maestria, ou seja, torna-se apto para o combate. Tais habilidades serão aperfeiçoadas no Muk Zong, espécie de ‘boneco de madeira’ onde o praticante põe em prática todas as técnicas do estilo.
Além das técnicas com as ‘mãos limpas, sem armas’ o praticante de wing chun tem acesso à prática de duas armas: o bastão denominado de Luk Dim Bun Gwan, e a faca Bat Zam Dou. Esta última, quando aprendida de forma tradicional representa simbolicamente o corte, o desvínculo entre o discípulo e o mestre. O desvinculo é simbólico.
Nota: A relação entre mestre e aluno deve perdurar do mesmo modo que perdura a relação entre um pai e um filho.