Depoimentos
O duro e o rígido conduzem para a morte.
O flexível e o delicado conduzem para a vida.
- Máxima Taoísta.
Luis Carlos Ferreira de Carvalho | Já havia em mim certo fascínio pelo Wing Chun Kung Fu, fascínio esse que aumentou quando assisti a uma apresentação (demonstração) do sifu Deterra; foi então que passei a treinar com o mesmo e, o que aprendi até o momento, tem um teor significante tanto na questão marcial (combate), como na labuta diária.
A essência do Wing Chun modificou minha vida. Hoje sou mais tranquilo, ajo com mais equilíbrio. Sinto nos fundamentos do Wing Chun lições práticas de autoajuda; fundamentos que moldam minha vida - não em 100% -, e sempre recorro a eles para melhorar o meu dia-a-dia. O Wing Chun torna-se uma bússola que me guia nos complicados labirintos do mundo desenvolvido.
Vejo Wing chun kung fu, além da eficácia como arte marcial, um sistema promovedor da saúde, visto que em seu desenvolvimento não possui exercícios de alto impacto, movimentos que causam danos biomecânicos ao aparelho humano.
Quanto ao sifu Deterra, sempre digo que é o ‘cara’ mais bem moldado que já conheci. Não sei se foi o Kung Fu que o fez assim, mas o chamo de mestre, pois é uma pessoa polida, conhecedora e, desde que o conheço só tem procurado elevar-me ao desenvolvimento.
Aliana Carvalhoda Cruz | Sempre fui uma grande admiradora e amante da arte marcial chinesa Kung Fu; mas por não saber que havia aulas em minha cidade, fiquei muito tempo sem poder iniciar-me nessa arte milenar. Conversando com um amigo meu, fiquei sabendo que em minha cidade havia um professor de Wing Chun Kung Fu. Imediatamente matriculei-me e fiz minha primeira aula.
Sou aluna do sifu Erasmo Deterra, discípulo do mestre (si gung) Lo Siu Chung. Logo ‘de cara’ fiquei fascinada com a sutileza, e ao mesmo tempo firmeza das técnicas do Wing Chun Kung Fu, tão entusiasmada que passei de admiradora a praticante assídua. Estou tão maravilhada e ciente do que quero que, pretendo, em breve, reforçar minhas aulas com lições particulares a fim de desenvolver-me mais rápido na fascinante arte do Wing Chun Kuen.
Antonio Cícero Bezerra de Souza | Conheci o sifu Erasmo Deterra em meados da década de 90, e logo na nossa primeira conversa senti que estava diante de um praticante autêntico do Wing Chun Kung Fu; esta foi a primeira vez que tive contato com o legítimo kung fu. Até então, tudo o que eu sabia a respeito da arte foi advindo de livros, revistas e filmes.
Após uma demonstração do estilo fiquei totalmente envolvido e encantado com a técnica que decidi iniciar-me nas aulas imediatamente. Ensinamentos esses que carrego comigo – seja na prática das técnicas, seja utilizando seus princípios no quotidiano – por onde quer que eu vá.
Devo muito ao meu sifu por ter compartilhado comigo seus conhecimentos, sua experiência de vida. Por trazer até nós, seus alunos, todas as qualidades boas adquiridas com a vivência na arte do Wing Chun Kuen.
Meus sinceros agradecimentos ao sigung Lo Siu Chung, e ao sifu Erasmo Deterra pela dedicação e empenho constantes aos seus alunos.
Rogério Martins de Carvalho | No início, eu queria aprender kung fu visando somente o lado marcial, queria aprender a defender-me, me sair bem em uma briga. No entanto, com o passar dos anos compreendi que Wing Chun Kung Fu é muito mais que um eficaz sistema de luta: é uma filosofia de vida correta com a qual aprendo a lutar para abrandar meus erros, meus devaneios.
Os meus primeiros contatos com o Wing Chun aconteceram no início da minha adolescência, através de um amigo meu que comentou sobre o trabalho exercido pelo sifu Erasmo Deterra. Ao saber da existência de um professor de Kung Fu em minha cidade, enchi-me de felicidade. De imediato tratei de ir conhecer o trabalho do professor e, para aumentar ainda mais a minha euforia – depois de falar das minhas dificuldades em pagar as aulas -, recebi daquele que hoje é meu sifu (mestre) uma bolsa de Wing Chun. Logo nas primeiras aulas identifiquei-me com as lições ali ensinadas. Era aquilo que eu realmente queria.
Hoje, depois de alguns anos de prática, percebo o quanto é essencial o ensino de uma arte marcial de modo tradicional; e mais ainda da maneira como o sifu Erasmo Deterra transmite a arte, prezando sempre pela conservação da família Kung Fu. São lições que me permitem enxergar no Wing Chun muito além de socos e chutes.
Aprender Wing Chun é reaprender a viver, é aprender a buscar o equilíbrio na vida, o respeito pela família, pelo próximo; Wing Chun é muito mais que um sistema marcial, é um exercício de manutenção da saúde. É um exercício para se aprender a fazer as coisas sem rodeios, sem ter que dar voltas.